sábado, 25 de fevereiro de 2012

Utilizar ou não o blog como ferramenta pedagógica?

            
 

          O uso do blog para mim já não é novidade e posso afirmar o quanto ele se faz necessário para minhas atividades profissionais. Trabalho com tecnologias educacionais ministrando cursos e oficinas no Núcleo de Tecnologia Educacional – Marco Zero. Entre as atividades que executo em meu trabalho, está a Oficina de Aprendizagem Blog Educacional. 
           Diante disto, eu não poderia deixar de administrar um blog, visto que a experiência com aquilo que você está repassando é demasiado importante para o processo de ensino-aprendizagem. Criei então este blog para divulgar assuntos referentes ao uso das tecnologias na educação, bem como datas e períodos de cursos ministrados por mim, além de algumas atividades, período de visitas nas escolas que presto assessoramento e fotos durante as atividades.
          Atualmente, existem várias pesquisas sobre a importância do blog na educação. Dessa forma, o blog deixou de ser apenas um “diário meu” para ser um “diário nosso”, onde todos podem ler e fazer comentários sobre os textos postados. Aqui em nosso Estado, grande parte das escolas já possui seus blogs, lugar onde divulgam datas de reuniões, fotos das programações desenvolvidas pela comunidade escolar, anúncios de concursos de redação, poesias, entre outros.
     Embora existam defensores da não utilização do blog para fins pedagógicos, acredito que se estes forem utilizados de forma consciente e eficaz pelos professores, essa ferramenta pode servir até como meio de avaliação do aluno, pois através de um determinado texto de uma determinada disciplina, o aluno poderá expor sua opinião, podendo assim, o professor avaliar seu grau de conhecimento.
       Portanto, o blog deixaria de ser “apenas” uma ferramenta de comunicação, passando a ser MAIS uma ferramenta de interação pedagógica. 

E você, o que acha? Deixe sua opinião sobre a utilização do blog na Educação.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Semana Pedagógica NTE Marco Zero


Velhos ditados ...

Como estamos na "Era Digital", foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade.

1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. A arquivo dado não se olha o formato.
4. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
5. Para bom provedor uma senha basta.
6. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
7. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
8. Hacker que ladra não morde.
9. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
10. Mouse sujo se limpa em casa.
11. Melhor prevenir do que formatar.
12. Quando um não quer, dois não teclam.
13. Quem clica seus males multiplica.
14. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
15. Quem envia o que quer, recebe o que não quer...
16. Quem não tem banda larga, caça com discada.
17. Quem semeia e-mails, colhe spams.
18. Quem tem dedo vai a Roma.com
19. Vão-se os arquivos, ficam os backups.
20. Diga-me que computador tens e direi quem és.
21. Uma impressora perguntou para a outra: - Essa folha é sua ou é impressão minha?
22. Aluno de informática não cola, faz backup.
23. Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.

www.semvaselina.com

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Turma ABC Linux Educacional 4.0






Teve início no dia 15/08/11 mais uma turma da Oficina ABC da Informática: Linux Educacional 4.0.
Desejo a todos Boas Vindas e que juntos possamos colocar mais uma cerejinha no Bolo de nossos novos conhecimentos na Introdução ás tecnologias educacionais.

domingo, 5 de junho de 2011

Blog ganha força como ferramenta de aprendizado para crianças

Para especialistas, ter um blog ensina os pequenos a utilizar bem cedo ferramentas fundamentais da internet, além de ajudar na prática da escrita e no desenvolvimento de idéias.
Eles pensam que estão se divertindo, mas também estão aprendendo. Os blogueiros-mirins, que escrevem sobre desenhos animados, arte, animais e até moda, ganham muito mais do que conhecimento na sua área de interesse. Para especialistas, a prática ensina os pequenos a utilizar bem cedo ferramentas fundamentais da internet, além de ajudar na prática da escrita e no desenvolvimento de ideias, fundamentais no aprendizado das crianças.
A paulista Joana, 11 anos, pediu para o pai, o publicitário Gustavo Ziller, criar um blog para ela no final do ano passado. A ideia surgiu pela vontade de divulgar seus desenhos e pinturas. "Joana gosta muito de arte, de poesia e de música. Então, ela pediu pra eu criar um blog onde pudesse postar seus trabalhos", conta Ziller.
O blog Arte da Jojo se tornou um meio de incentivo à criatividade, e, principalmente, uma preparação para o seu futuro, avalia o pai. "Todas as crianças dessa geração vão estudar na faculdade em um ambiente quase 100% digital. Na medida certa, essas 'brincadeiras' ajudam qualquer criança que já está naturalmente inserida nesse meio", diz.
Além de estimular a criatividade, a pedagoga Patrícia Fonte, especialista em projetos dinâmicos, explica que a criação e atualização de um blog envolve pesquisa e interesse literário.
"Quando uma criança produz um texto para publicar no blog interage com outros autores, pesquisa sobre o tema e passa a conhecer diversos escritores e ilustradores. Assim, o interesse por obras literárias cresce, retomando e reinterpretando conceitos e práticas, o que amplia sua visão de mundo e isto é fundamental no processo de aprendizagem", afirma.
A escritora do livro Projetos Pedagógicos Dinâmicos: a paixão de educar e o desafio de inovar, afirma que mesmo cedo o blog pode ajudar na escolha profissional. "Ali serão revelados os temas que mais agradam e estimulam a criança para a leitura, pesquisa e produção textual".
É o caso de Isabela Leindecker, 12 anos, que escreve há dois anos no blog Coisa de Bela, o qual atualiza semanalmente com novidades e opiniões sobre o mundo da moda. Para a porto-alegrense, a prática melhorou seu desempenho escolar: "Eu aprendi a escrever muito melhor, e desenvolvo isso a cada dia que posto", conta, destacando que depois que virou blogueira também passou a ler mais. "Tenho que me manter atualizada para opinar", diz.
Para ela, a maior contribuição do site, que recebe milhares de visitantes diariamente, foi a percepção do que pretende fazer no vestibular.
"Eu amo escrever e fazer matérias, quero me tornar jornalista", afirma a aluna da 6º série. "Atualizo de duas a três vezes por semana. Mais do que isso vira obrigação e fica chato. Ainda sou muito nova e tenho que me concentrar na escola", fala.
A pedagoga Patrícia concorda com Isabela e afirma que é esse o principal cuidado que os pais devem ter: não deixar que a prática se torne um vício e sobrecarregue os pequenos. "Tudo em excesso atrapalha. A criança precisa de limite e orientação do adulto para que essa atividade não se torne uma obsessão, um vício, a única que lhe dá prazer", diz.
A psicóloga Deborah Dubner, de Itu (SP) conta que foi por se sentir sobrecarregado que o filho Danny, 11 anos, parou de escrever o blog Turma da Mônica Jovem, no qual fazia atualizações sobre os personagens de Mauricio de Souza e recebia mais de 10 mil acessos diários. Danny decidiu criar o espaço quando tinha somente 9 anos por pura curiosidade. Mas aos poucos, a atividade virou coisa séria.
"Chegou a um ponto que estava fazendo tanto sucesso que ele abriu vagas no blog para colaboradores e 100 pessoas se candidataram. Eu, que trabalho na área de RH, perguntei como ele escolheu, e ele me disse que mandou uma entrevista por e-mail e com os pré-selecionados teve um bate-papo no MSN. Ele selecionou 10 pessoas, entre desenhistas e moderadores", conta.
Porém, no final do ano passado Danny começou a perder o interesse e procurou a mãe para o ajudar na decisão de acabar ou não com o blog. "Ele me procurou e disse que estava se sentindo sobrecarregado e tinha perdido o interesse. Perguntou se eu ia ficar braba e eu expliquei que não. Dei a maior força, pois ele tem que fazer aquilo que é divertido para ele", fala.
No entanto, segundo Deborah, a experiência valeu a pena enquanto durou. "Eu não tenho a menor dúvida de que essa experiência do meu filho com o blog foi extremamente rica em termos de aprendizagem. Ele treinou a escrita, relacionamentos virtuais, feed-back (críticas e elogios de leitores), aprendeu a ler gráficos com as estatísticas de acesso, treinou o gerenciamento de uma equipe, atribuição de tarefas, supervisão e muito mais", conclui a mãe.
A pedagoga Patrícia aposta tanto na atividade como elemento educacional que encoraja a filha de 10 anos a inventar e atualizar blogs que a interessam.
"É importante os pais ficarem de olho, pois o interesse da criança muda muito rápido por ser uma fase de descoberta. A minha filha já criou diversos blogs de acordo com o que ela sente curiosidade, depois que perde ela para de escrever. Agora ela está interessada em animais, então inventou o blog Mundo dos Gatinhos", conta.
Para Patrícia o uso da ferramenta online deveria, inclusive, ser mais utilizada em sala de aula. "Os blogs devem ser usados com o objetivo de dar a palavra aos alunos, desenvolvendo sua criatividade e criticidade. Aulas, planos de trabalho, oficinas e pesquisas podem ser organizados no blog de trabalho da classe, tendo a vantagem de receber comentários e sugestões, trocando experiências com alunos de outros estados e  realidades diferentes".

Fonte: Terra

terça-feira, 24 de maio de 2011

Educador critica tradição dos exames escolares no Brasil



O professor Cipriano Luckesi, um dos palestrantes da feira Educar 2011 que termina neste sábado (21), critica a tradição dos exames escolares no Brasil. Para ele, os exames são uma herança do século 16, e as instituições de ensino deveriam aplicar avaliações de aprendizagem, um recurso de acompanhamento e diagnóstico.
“O exame não tem por objetivo subsidiar uma construção positiva. Permite uma seleção: o aluno é aprovado ou reprovado. O resultado é definitivo”, diz Luckesi. Segundo ele, o exame não faz sentido porque o aluno não vai para a escola para a conquistar vaga, pois esta ele já conquistou.
Ainda, de acordo com Luckesi, os exames são excludentes e classificatórios, e não trazem prejuízos quando são aplicados nos lugares certos, como vestibulares e concursos públicos.
Ao contrário do exame, a avaliação, na visão do professor, ajuda a diagnosticar os pontos fortes e fracos dos alunos e desse modo direcionar o ensino.
Para haver uma mudança na forma de avaliar, Lucksei acredita que pelo menos duas questões estão em jogo: os fatores financeiros e a formação dos docentes. O educador diz que para mudar a maneira de avaliar os estudantes é necessário melhorar a infraestrutura das escolas e salário dos professores. Além disso, é necessário treinar os docentes para que eles entendam avaliação como investigação.
“É preciso avaliar a dinâmica emocional dos educadores que vão para a sala de aula. Ele foi examinado a vida inteira, e agora vai examinar seus alunos. É preciso romper este modelo pelo qual ele foi castigado", afirma Luckesi.